A eterna pergunta

Olá moçada, comumente sou questionado sobre que roda para competição usar. Qual a melhor?  Qual a mais resistente? Qual a mais rápida? etc. etc. E para pista? E para estrada?Já perdi a conta de quantas vezes tive de falar a mesma coisa e foi o que me motivou a escrever esse post, para quando me perguntarem eu já ter a resposta pronta.  Assumidamente não sou sumidade no assunto, nem tenho a pretensão de ser, mas o povo leva em conta a minha experiência e modo com que trato e pesquiso equipamentos de cadeira de rodas.

Vamos como o Jack, por partes. Existem as verdades absolutas e, independem da minha opinião ou a de quem quer que seja. São dados das empresas, que dedicaram anos de pesquisa e testes para chegarem nos produtos que estão hoje no mercado mundial.  Todas as informações são dados técnicos de PESQUISA, nesse caso não tem “achismo” ou “palpitismo”.

O que acontece muito é alguma pessoa tecer comentários sem ter o menor embasamento técnico e de tanto serem proferidos, verdadeiras inverdades ou enganos, com o tempo tornam-se verdades para outros desinformados.

Nós temos verdadeira ojeriza a bulas, manuais de orientação de uso e qualquer outra forma que o fabricante utiliza para nos dar informações sobre os seus produtos e a maneira correta de uso. De maneira adversa, desperdiçamos essa oportunidade e damos muito mais valor às orientações de outras pessoas que “entendem” daquele produto. Sempre que posso, leio, releio e busco informações sobre produtos e equipamentos que uso e consumo e logicamente cadeira de rodas e acessórios de corrida não poderiam serem diferentes. Esse hábito nos traz informações muito úteis.

Ouço muita gente falando, discutindo e formulando comentários errôneos sobre rodas de carbono. No meu entender, as rodas de carbono passam pelo mesmo conceito que tenho das cadeiras de corrida. “””A melhor cadeira de rodas é a que está sentado o melhor atleta”””, da mesma forma as rodas de carbono. Não existem muitas diferenças estruturais e de desempenho entre as rodas de carbono CORIMA e ZIPP, o que existe é empatia, gosto pessoal, preferência mesmo.

Eu tenho as duas e as utilizo da seguinte forma:

Em treinamento utilizo a CORIMA, que é a mais resistente das duas. SIM, CORIMA (985g fonte site corima) é mais pesada em relação à ZIPP (935g, fonte site ZIPP), não é achismo é informação dos fabricantes. Por que uso dessa maneira? Porto Alegre é um festival de buracos e certamente pela dureza a mais adequada é a mais dura. Para ilustrar isso, em 2001, na Maratona de Blumenau eu rodei exatos 20km com um pneu furado e ela resistiu até o final, logicamente que depois tive de mandar para manutenção, sobreviveu.

Em provas eu prefiro a ZIPP à CORIMA, ela é mais leve, mas não é só por isso a minha preferência, a ZIPP me dá maior maior resposta, mantenho a velocidade “de cruzeiro” um pouquinho mais alta, fiz o teste com as duas e por isso a minha preferência.

Vocs podem observar que todos os itens que abordo são de “preferência pessoal”. Para o meu padrão e prova que disputo, 50g que é a diferença de peso pró ZIPP em relação à CORIMA, não faz diferença alguma ao meu desempenho.

RODAS CORIMA

 1 – A CORIMA em 1991, foi a primeira empresa que fabricou rodas de carbono para cadeiras de rodas. Cadeiras de rodas de competição, tem fixação de eixo em apenas um lado da roda, elas começaram a serem usadas em uma variação das rodas desenvolvidas para bicicletas e essas últimas tem fixação nos dois lados.  Leia um pouco mais, clicando aqui.

“Em 1991 Patrick SEGAL, que foi vice-prefeito de Paris, solicitou a CORIMA ver a possibilidade de adaptar as rodas monobloco (disco e 4 pontas) ao atletismo em cadeira de rodas, para a sua equipe Racing Club de Paris. Foi assim que atletas excepcionais, tais como Mustapha BADID (Campeão Oita 1989 – 01h40m45s)Philippe Couprie (prata na Martona na Paralimpíada de Seoul 1988) Jean-François POITEVIN e assim começa a parceria história e vitoriosa da CORIMA, com os corredores em cadeira de rodas.

Mustapha BADID (Campeão Oita 1989 - 01h40m45s)

 2 – A CORIMA foi a primeira que alterou o seu design, “rebaixando” a borda interna do aro de suas rodas para acomodar com mais perfeição os pneus de cadeira de rodas. Explico (para leigos é claro): As bicicletas utilizam as rodas em uma posição “”VERTICAL”” ao solo. Já as cadeiras de rodas, por causa da cambagem das rodas traseiras, ficam com a borda de dentro em uma “”POSIÇÃO INCLINADA””, tbm em relação ao solo.

 RODAS ZIPP

As conceituadíssimas rodas ZIPP, iniciaram sua produção de rodas, especificamente para cadeiras de rodas em 1996, leia mais clicando aqui.  Como já disso, gosto muito do sistema dos eixos, por serem “sacáveis”, para viagem esse detalhe é bastante importante, no mesmo case onde se transporta duas CORIMA, por facilidade do eixo ser “sacável” transporta-se 04 ZIPPs.

HED – Não encontrei nada técnico na rede.

 

Moçada, esses são alguns dados dos fabricantes e a minha impressão sobre esses assessórios INDISPENSÁVEIS para a formatação de uma boa cadeira de rodas de corrida.

Por enquanto era isso, até a próxima.

Abraç

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