A dor separa o primeiro do segundo. -Jones O CARA

Olá galera.

Não é de hoje que eu admiro o John Jones, lutador americano de MMA (artes marciais mistas).  Ele não é bom ele é mau mesmo, contra os adversários. O MMA é esporte??? Não, na minha opinião não é esporte. É uma luta, mas não é por isso que eu o admiro, no MMA tem de ser muito mais que lutador, tem de ter preparação de superatleta, então os caras do MMA são atletas da luta. Quando algum deles sobe no ringue, tenha o formato que tenha, sabe que do outro lado vem alguém para rachá-lo ao meio, ele tem de ter a convicção que se não estiver muito bem preparado, vai ter de passar por longo tempo na lanternagem, leia-se hospital “reparando os estragos”. Aqui não quero entrar no mérito se é legal ou não, se é violento, ou não, quero é focalizar “”o atleta estar preparado””, o texto a abaixo, tirei do site do Yahoo http://br.esportes.yahoo.com/noticias/-v%C3%ADdeo–jones-comenta-fuga-da-chave-de-bra%C3%A7o-de-belfort.html acompanhem comigo:

“Jon Jones finalizou Vitor Belfort e manteve o cinturão dos pesos meio-pesados do Ultimate (categoria até 93 kg) no último sábado (22), no UFC 152, mas por pouco o triunfo não aconteceu. No início do combate, O Fenômeno pegou o campeão com uma chave de braço e quase conseguiu a submissão. Bones comentou sobre quão próximo ele ficou de ser derrotado.

“Ele me pegou naquela chave de braço de um jeito que eu nunca tinha visto, nunca o meu braço havia estalado daquele jeito antes. Eu senti, mas trabalhei muito duro para desistir. Honestamente, eu estava esperando que ele quebrasse. Nunca senti isso antes”, revelou Jones, que continuou lutando normalmente, mesmo com o cotovelo direito lesionado.

“Foi uma sensação estranha. Meu cérebro me mandava soltar os socos e eu apenas fazia isso. Estou muito feliz por ter conseguido superar essa adversidade. Tenho ótimo mentores na minha vida. Eles me ensinaram a superar as dificuldades, porque elas são novas oportunidades para crescer”, concluiu o campeão.”

Queria que vocês e detivessem para o detalhe da fala dele, vou ser repetitivo, mas isso também faz parte da preparação mental de qualquer atleta, para qualquer modalidade.

“Ele me pegou naquela chave de braço de um jeito que eu nunca tinha visto, nunca o meu braço havia estalado daquele jeito antes. Eu senti, mas trabalhei muito duro para desistir. Honestamente, eu estava esperando que ele quebrasse. Nunca senti isso antes”, revelou Jones, que continuou lutando normalmente, mesmo com o cotovelo direito lesionado. 

Na maratona de Fort Lauderdale/FL/EUA nesse ano, venci a prova após uma queda, além da cara, quebrei os óculos (a visão fica bastante deficitária sem eles), bati o peito com muita força em uma saliência da cadeira e machuquei bastante as mãos na tentativa de proteger a queda. Confesso que me abalou bastante física e psicologicamente.  Depois da queda levei alguns segundos para entender o que havia acontecido, tentei levantar para retomar e fui impedido por inúmeras pessoas que assistiam a prova, eles queriam me manter deitado no solo até a chegada do Resgate, é procedimento padrão dos americanos, em caso de acidente, deixa o acidentado onde está até o Resgate fazer a remoção ou atendimento.

Eu não podia parar, eu não podia ficar ali, viajei aos Estados Unidos “”apenas”” para correr, não podia ter chegado tão longe e ser interrompido dessa forma.  Chamei o Ricardo “meu batedor que mora lá” e falei a ele: “Cara, preciso levantar e completar essa prova, eles não vão permitir, façamos o seguinte, puxa minha cadeira para perto eu me penduro no seu pescoço, você me ajuda a sentar na cadeira e daí para frente é comigo”. Foi tudo muito rápido, se aqueles que queriam me manter no chão tivessem entendido a manobra antecipadamente não teriam permitido. E assim foi, sentei na cadeira e terminei a prova, infelizmente não bati o recorde da prova como desejava, mas finalizei em primeiro.

Na minha carreira de atleta, busquei em vários outros atletas o exemplo a ser seguido. Certa vez em uma entrevista, ouvi o Arnold Schwarzenegger  dizer: “A tolerância à dor separa o primeiro do segundo colocado” que guardo e trago por todos os dias da minha vida. Foi exatamente o que aconteceu na luta. Juro que acredito que o Belfort respeitou o Jones e não quis quebrar o braço dele. O Vitor é um gentleman, sabia que a recuperação de uma fratura é extremamente demorada. Vencer a qualquer custo é o que muitos atletas tem em mente, por essa razão alguns atletas usam doping. Vencer a qualquer custo. A FloJo – Florence Griffith Joyner, negra maravilhosamente linda, velocista dos Estados Unidos, tem o seu nome escrito na história, porém morreu aos 38 anos de idade, a causa? vencer a qualquer custo.

No caso do Jon Jones não foi o doping, mas a mente estar preparada para a dor, certamente ele saiu mais machucado que o Vitor, mas ele estava psicologicamente preparado para suportar a dor e foi o que separou ele da derrota, assim tem de estarem os atletas que querem vencer.

ESTAREM PREPARADOS PARA SUPORTAR A DOR, ELA SERÁ O DIVISOR DE ÁGUAS DO PRIMEIRO PARA O SEGUNDO

Por hoje era isso

Abç

 

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.